Após alguns anos de muita felicidade, eu encontro nas lojas Americanas, um novo trackball. Era um Logitech Trackball Marble Mouse. Com um design mais fino que o meu First Trackball, ele contava com os dois botões normais (esquerda e direita) e mais dois botões pequenos, que utilizando-se o software que o acompanhava, permitia que configurássemos certas funções, como Page Down, Avançar e qualquer outra tecla que fosse necessária.

Logitech Trackball Marble Mouse

Logitech Trackball Marble Mouse

Na realidade, esse Marble Mouse era a terceira revisão deste mesmo trackball. O primeiro modelo era branco, todo branco, com a esfera vermelha. Não deve ter feito muito sucesso, pois uma vez que era todo branco, devia ser muito fácil sujá-lo. Depois, foi lançado um novo modelo, grafite, como na foto ao lado, mas com apenas dois botões.

Em seguinda, uma nova revisão, que seria a definitiva, onde foram incluídos mais dois botões. Reparem que na foto ao lado, na parte de cima do botão, há um botãozinho, como se fosse parte da botão maior. Esses botões (tem outro no lado direito) são programáveis.

Na época eu paguei cerca de 250 reais por esse modelo. Foi caro, mas não existia a venda em nenhum outro lugar. Eu não estou exagerando ao afirmar que este trackball mereceu cada real gasto nele. Ele é do tipo óptico, ou seja, mais preciso e leve. Facílimo de limpar, nunca precisei abrí-lo. E funciona perfeitamente bem até hoje.


Inclusive, ele é nativamente USB e a Logitech teve o cuidado de incluir um adaptador USB->PS2, de forma que qualquer um pudesse utilizá-lo em praticamente qualquer computador. E  isso assegurava que até mesmo os usuários de Linux pudessem utilizá-lo sem o menor problema. Estou citando o Linux, porque naquela época ainda havia alguns problemas com o suporte a USB, tanto nas placas-mãe, quanto no próprio sistema operacional, independente da distribuição utilizada.

Antes de continuar, eu quero chamar a atenção para uma característica em comum que ambos os modelos “First Trackball” e “Marble Mouse” possuem e que é muito importante para mim: a esfera é no centro. Dessa forma, a esfera é movida utilizando-se ou o dedo maior ou a parte inferios dos dedos, próxima a palma da mão.

Era dessa forma que eu os utilizava, com total controle. Essa característica facilitava muito a minha vida, pois quando eu era criança, eu sofrí um acidente e perdí parte do dedo indicador. Por isso, um certo modelo de trackball que eu irei detalhar mais a frente, tornou-se inutilizável para mim. Já que eu falei de algo pessoal, acho que devo esclarecer que eu não possuo qualquer dificuldade em meu dia a dia, ou seja, eu escrevo normalmente com caneta, digito normalmente, enfim, mesmo tendo perdido parte do dedo, isso não me afeta em praticamente nada.

Nessa mesma época, a Microsoft lançou alguns modelos de trackball. Eu não sei precisar a data ou qual foi lançado primeiro, mas um deles era interessante, pelo menos para mim, pois apresentava a esfera no centro, ou quase no centro.

Microsoft Trackball Explorer

Microsoft Trackball Explorer


Reparem que a esfera aparenta ser meio caída para a direita, pouca coisa, mas que faz uma baita diferença no dia a dia. Eu sei pois tenho outro modelo (sim tenho três trackballs da Logitech e tinha mais um que eu vendí - depois eu explico o motivo ) que é bastante parecido com esse. Na realidade, eu não sei quem copiou quem…

Como eu nunca utilizei esse modelo, não tenho como dissertar sobre a qualidade do mesmo. Mas dizem que, excetuando-se alguns modelos de teclado, como alguns modelos sem fio, o hardware da Microsoft costuma ser muito bom.

Não percam na Parte 3: Um belo dia, passeando pelo InfoCentro, um dos diversos camelódromos de informática que temos aqui no Rio de Janeiro, um pequeno stand exibia um trackball da Logitech. Apesar de raro, não é nada demais que alguém resolva comercializar algum hardware atípico. Mas a surpresa é que era um modelo sem fio. E estava barato…


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