Como compilar o Kernel 3.0.35_4.1.0 da Wandboard

Este é um guia rápido para auxiliar a compilação do Kernel da Wandboard Quad. Eu vou partir da suposição que vocês já possuam as bibliotecas e programas necessários em seus Linux, assim como esteja usando o cartão microSD no formato “Robert Nelson”.

Vou explicar rapidamente. Robert Nelson é um dos responsáveis por hoje termos acesso fácil ao kernel mainline. Ele mantém um git que é atualizado regularmente com todos os patches para a wandboard. Além disso, ele criou um incrível tutorial e ferramentas que permitiram a toda a comunidade a habilidade de compilar o kernel de forma simples e automatizada. Sem a ajuda dele estaríamos ferrados, pois a equipe de desenvolvimento da Wandboard.org nunca se dispôs a ensinar ou mesmo ajudar aos seus usuários.

# ARM Cross Compiler
1. wget -c https://launchpad.net/linaro-toolchain-binaries/trunk/2013.10/+download/gcc-linaro-arm-linux-gnueabihf-4.8-2013.10_linux.tar.xz
2. tar xJf gcc-linaro-arm-linux-gnueabihf-4.8-2013.10_linux.tar.xz
3. export CC=`pwd`/gcc-linaro-arm-linux-gnueabihf-4.8-2013.10_linux/bin/arm-linux-gnueabihf-

# Teste se o compilador está instalado corretamente. Se estiver, será mostrado algo como “arm-linux-gnueabihf-gcc (crosstool-NG linaro-1.13.1-4.8-2013.10 – Linaro GCC 2013.10) 4.8.2 20131014 (prerelease)”
4. ${CC}gcc –version
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Pequeno Review da WandBoard Quad


Em junho de 2013, tive a oportunidade de adquirir uma placa de desenvolvimento ARM, chamada Wandboard. A Wandboard possui três modelos, cujas diferenças variam desde o número de cores do processador até a possibilidade de se utilizar a porta SATA.

Eu comprei um Wandboard Quad que possui a seguinte especificação:

Processador : i.MX6q , quad-core, 1GHz, Cortex-A9
Memória : 2Gb DDR3
Video : Vivante GC 2000 + Vivante GC 355 + Vivante GC 320
Sata : Compatível com SATA2 (300Mbps)
Wireless : G/N
Bluetooth : Sim
USB: 1 porta USB 2.0
LAN: Gigabit
Preço: 129 dólares

Foto da WandBoardq Quad, com seu dissipador.
Foto da WandBoardq Quad, com seu dissipador.

A Wandboard é composta de 2 placas, sendo o carrier board (uma placa-mãe) e um módulo EDM, que é inserido na placa-mãe, como se fosse uma placa de PC comum.

A carrier board possui os conectores de rede, serial (para o acesso ao console), leitor de cartão microSD, HDMI, audio e rede.

O módulo EDM é uma placa onde o processador está soldado. A memória, o chip wifi e bluetooth e outro leitor de cartão microSD (utilizado para o boot) estão localizados nesse módulo.

Graças a esse design, é possível trocar a carrier board por outra e continuar a utilizar o módulo EDM. Inclusive há possibilidade de manter a carrier board e trocar o módulo EDM por outro compatível.
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Como é fabricado o Mini-PC BeagleBone Black


Desde que a placa Raspberry PI foi lançada, diversas empresas lançaram pequenos kits de desenvolvimento, cujo núcleo são processadores ARM.

Alguns kits fazem sucesso com o grande público, como o próprio Raspberry PI ou BeagleBone, que são soluções baratas e com grupos de usuários ativos.

Outros kits, como a Wandbord são mais restritos a grupos de desenvolvedores e seus poucos usuários comuns ficam sem muito apoio para seus projetos. É uma pena, pois a própria Wandbord possui algumas excelentes opções, mas seu suporte ao usuário é decepcionante. Em todo o caso, dentro de uns dois meses eu terei recebido minha wandboard quad e irei escrever sobre ela.

O BeagleBone Black é a versão mais nova produzida pela CircuitCo. Possui um bom processador single core e 512Mb de RAM, o que permite rodar com conforto distribuições Linux e Android. Suas especificações são:
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Primeiras Impressões : Marvel Heroes – A guerra dos Clones Skrull


Finalmente o jogo online Marvel Heroes está disponível para todos os interessados em encarnar um Skrull e se divertir com um monte de clones. Peter Parker aprova!

O que ? Acho que ninguém entendeu nada… Vou explicar melhor como é o jogo e vocês entenderão a ironia acima.

A empresa Gazillion Entertainment desenvolveu o jogo no estilo MMO, chamado Marvel Heroes, utilizando a Epic Unreal Engine 3 e uma série de modificações no protocolo de rede.

Nesse jogo, você encarna um herói do universo Marvel e luta para frustrar os planos de Victor von Doom, conhecido no Brasil como Doutor Destino (Doctor Doom é o nome original) . E aqui começam os problemas…

1. Uma vez que você escolha um Herói, você não pode escolher outro e recomeçar. Isso significa que se você quiser começar de novo jogando com a Tempestade ou o Coisa, você deverá “encontrar” esses personagens como drop / loot durante seu jogo. Até agora encontrei apenas a Feiticeira Escarlate. E o drop rate desses heróis é baixissimo, justamente para desencorajar os jogadores de fazerem farm e assim gastar muito dinheiro na loja online.
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A hora do pesadelo: Suporte Velox e seus pseudo-técnicos


Há alguns dias meu Velox está apresentando sérios problemas de estabilidade, com quedas de conexão – mais precisamente, perda de sincronia – e ainda baixo SNR. Por algum motivo, o problema piora quando chove ou venta, a ponto de ficarmos praticamente sem acesso.

Para piorar a situação, o telefone do meu irmão, que tem uma linha só para ele, ficou mudo. Um técnico veio e consertou a linha, pois era apenas um mal contato naquela caixinha preta no poste. Foi aí que o pesadelo realmente começou.

Ao mexer na caixinha, ele provavelmente deixou meu terminal com algum mal contato, pois o sinal SNR caiu de 14 para 6.0 . Com isso, a instabilidade piorou drasticamente, a ponto de eu apelar para o pior: ligar para o suporte Velox.

Depois de explicar que o problema aconteceu após a mexida do técnico na linha do meu irmão, a menina do suporte disse que de acordo com as estatísticas do DSLAM, minha conexão estava ótima e que o mesmo DSLAM estava online, sem resets ou defeitos há mais de 40 dias. Com isso, ela decidiu fazer um reset na porta em que se encontra o meu Velox. Resultado: nada mudou.
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